Quando Roger quase fez o gol mais rápido do Campeonato aos
30 segundos, mandando a bola na trave, já era possível presumir que o resultado
não seria feliz para o Coritiba. A Macaca foi pra cima e deparando-se com o
posicionamento defensivo e a marcação ruim, chegou por pelo menos quatro vezes
com perigo à meta Alviverde, só nos primeiros quinze minutos. Em duas
oportunidades por volta dos 20’,
Everton Costa e Roberto perderam gols que viriam a fazer falta. A Ponte
colocava pressão e as únicas boas chances do Verdão eram na bola parada. E aos
27 minutos, após cobrança de escanteio a bola balançou as redes, mas de forma
impedida. Não demorou muito e a Ponte abria o placar com Roger. Mesmo sendo
sufocado pelos donos da casa, novamente após escanteio Pereira empatou para o
Coxa, mas antes do primeiro tempo acabar, ainda teve tempo da Macaca assustar
mais uma vez com Nikão mandando uma na trave.
Todos sabiam que um bom resultado era importante, devido à colocação
na tabela e com um empate construído na etapa inicial, ainda era possível que isso
ocorresse. Porém, já aos três minutos do segundo tempo, após mais uma bobeira
da zaga, Ricardinho desempatava para a Ponte Preta. E então o Cori se perdeu de
vez, levando o terceiro não muito tempo depois. Com dificuldades o visitante
ainda tentava reagir em cobranças de faltas e algumas tentativas, mas todas sendo
evitadas pelo goleiro Roberto. Gil foi expulso e pra piorar, Roger fez o quarto
gol da Ponte, o seu terceiro da noite e selou assim a péssima atuação do
Coritiba e a entrada do time na Zona de Rebaixamento.
É difícil dizer quem não jogou mal na noite de sábado (14)
do lado Coxa. Pode ser que digam que a perca do titulo da Copa do Brasil tenha
abatido os jogadores, mas agora o momento é de erguer a cabeça e deixar o que
passou pra trás. Esse jogo, essa goleada, só foram provas também de um problema
que é visível desde o Campeonato Paranaense: a falta de bons atacantes, ou um
que pelo menos seja decisivo. Além de preocupante, chega ser irritante como o
Coxa perde tantos gols. Todos vêem isso, mas parece que a diretoria prefere
apostar em Marcel que desde que chegou não encontrou seu bom futebol novamente
e por isso, quando não está no banco de reservas, está lesionado e em Keirrison,
que ainda está em tratamento e tem previsão de volta ainda no mês que vem. Apostas
arriscadas eu diria. Isso sem contar o contraste entre o Alviverde dentro e
fora de casa. É preciso que algo seja feito logo, pois se o pensamento continuar
sendo o famoso: “ainda dá tempo de recuperar”, infelizmente todos nós já
sabemos o final dessa história.
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